14 de dezembro de 2010


We don't need a sign to know better times (7)


é o tempo do corpo que sonha a outra pele
— ser menos linha no contorno —

poros abertos se te encontram


supõe que um gume cinzelando
em sugestões de contínuo sangrar

meia dúzia de cães ladram à porta do quarto
vindos ao cheiro da carne


supõe que trémula — a carne —
de se fazer tão tua

e sempre ter de te matar um pouco em mim
purgar-te de mim
para não morrer de vez

4 comentários:

pling a lot disse...

purgar-te de vez
para não morrer
de mim

clAud disse...

as in the true poison lies within, or something.

Careca disse...

Que sem morte, não há ressurreição...

clAud disse...

ui, a ressurreição. será q se quer?
and i do wonder, suportaria a alma humana o peso da eternidade?

(e agora, como é que me demarco do tom pastelódramático que este comentário adquiriu?)